Dia 2
-Oi.
-Ah, oi.
-Sabe, legal isso.
-Isso o que?
-Conversar com você.
-É?
-É sim.
-Isso não é narcisismo?
-Hum. Talvez. Mas, narcisismo não é amor excessivo por si próprio?
-É.
-Então não é. Eu nem gosto tanto assim de você.
-Nem eu.
-"Nem você" o que?
-Nem eu gosto de você.
-Ah bom. Achei que não gostasse de si próprio.
-Também não gosto muito.
-Verdade. Deve ser difícil ser você.
-Na verdade não é que seja difícil, é meio frustrante. Me sinto um simulacro.
-Sente-se frustrado?
-Um pouco.
-Você tem uma razão de existir, isso não é legal?
-Como assim?
-Ah, você sabe... Todos procuram essa coisa da "razão da vida", e tal. Você tem um propsósito. Tem uma razão.
-Ainda não tinha pensado dessa forma... acho que está certo.
-É. Também acho.
-Puxa... Obrigado. Já me sinto melhor.
-Sai pra lá!
-O que foi?
-Não gosto de você, lembra-se?
-Mas... mas... você disse que era legal conversar comigo.
-Mas não precisa encostar.
-Hehe.
-Que foi?
-Você está ficando parecido comigo.
-Credo. Eu não! Não tenho nada a ver com você. Quer dizer, tenho sim. Mas, não é por opção.
-Se fosse por opção, digo, se pudesse escolher, continuaria assim? Ou seria cada um pro seu lado?
-Continuaria.
-E por que?
-De vez em quando você é útil.
-Puxa! Agora pouco eu tinha uma razão, agora eu já sou útil! Hey, eu sou alguém importante!
-Lembre-se: você não é ninguém.
-Mas que mania você tem, hein...
-Vamos parar por aqui, vamos acabar discutindo.
-É melhor mesmo.
-Ah, oi.
-Sabe, legal isso.
-Isso o que?
-Conversar com você.
-É?
-É sim.
-Isso não é narcisismo?
-Hum. Talvez. Mas, narcisismo não é amor excessivo por si próprio?
-É.
-Então não é. Eu nem gosto tanto assim de você.
-Nem eu.
-"Nem você" o que?
-Nem eu gosto de você.
-Ah bom. Achei que não gostasse de si próprio.
-Também não gosto muito.
-Verdade. Deve ser difícil ser você.
-Na verdade não é que seja difícil, é meio frustrante. Me sinto um simulacro.
-Sente-se frustrado?
-Um pouco.
-Você tem uma razão de existir, isso não é legal?
-Como assim?
-Ah, você sabe... Todos procuram essa coisa da "razão da vida", e tal. Você tem um propsósito. Tem uma razão.
-Ainda não tinha pensado dessa forma... acho que está certo.
-É. Também acho.
-Puxa... Obrigado. Já me sinto melhor.
-Sai pra lá!
-O que foi?
-Não gosto de você, lembra-se?
-Mas... mas... você disse que era legal conversar comigo.
-Mas não precisa encostar.
-Hehe.
-Que foi?
-Você está ficando parecido comigo.
-Credo. Eu não! Não tenho nada a ver com você. Quer dizer, tenho sim. Mas, não é por opção.
-Se fosse por opção, digo, se pudesse escolher, continuaria assim? Ou seria cada um pro seu lado?
-Continuaria.
-E por que?
-De vez em quando você é útil.
-Puxa! Agora pouco eu tinha uma razão, agora eu já sou útil! Hey, eu sou alguém importante!
-Lembre-se: você não é ninguém.
-Mas que mania você tem, hein...
-Vamos parar por aqui, vamos acabar discutindo.
-É melhor mesmo.

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